13.04.2017 às 18:00
Três feriadões em 18 dias: quem ganha e quem perde com as folgas
Sexta-feira Santa é o primeiro feriadão da lista
Os dias que antecedem feriados prolongados, como os que correm nesta semana, costumam ser de marasmo nas empresas. Funcionários esticam um pouco mais o intervalo do almoço para pesquisar hotéis e passagens aéreas na internet.
Entre um serviço e outro, mergulham no WhatsApp para combinar a hora de saída para a praia, onde vai ficar o cachorro e quantas malas vão no carro. Nos corredores, não se fala de outra coisa. No clima de euforia, às vezes vence a lógica do "se não é urgente, por que não deixar o trabalho para a volta?"
E ainda há de se considerar, efetivamente, os dias de portas fechadas: uma data a menos para produzir e vender. Não é por menos que empresários cerram a face quando ouvem falar em feriadão.
E neste ano, especialmente, eles têm motivos para estar de mau humor: será o de maior número de feriados prolongados desde 2007. Nos próximos 18 dias, funcionários passarão metade do tempo de folga. E até o final do ano, serão 10 feriadões.
– Uns dois dias antes do feriado, o pessoal já vai mudando o foco do trabalho para a folga. E, na volta, muitas vezes vêm cansados do trânsito e demoram para engrenar no serviço – explica a psicóloga Simoni Missel, especialista em coaching e produtividade.
Eis o quadro atual em escritórios, linhas de fábricas e o serviço público: conta-se as horas para o feriadão da próxima sexta-feira, da Paixão de Cristo.
E se repetirá nas próximas duas semanas, quando virão outros dois feriados prolongados: Tiradentes, na sexta-feira seguinte, e o Dia do Trabalho, na próxima segunda.
Nos próximos três meses haverá feriadões em todos (em junho terá o Corpus Christi, uma quinta-feira, dia 15), então o efeito do caixa será avassalador.
Se por um lado há menos dias para atender clientes, por outro contas com aluguel, luz e a folha salarial serão rigorosamente as mesmas no final do mês.
Nas indústrias, os feriados assustam menos. Com ociosidade nas linhas de produção em razão da crise econômica, muitos setores consideram pouco relevantes alguns dias a menos de trabalho no ano.
Quando uns perdem, outros ganham. Empresas de turismo projetam faturar 8% a mais neste ano graças aos feriadões.
A procura por pacotes para o Rio de Janeiro e as praias do Nordeste, ideais, respectivamente, para folgas mais curtas ou para quem consegue emendar uma semana de sossego, tem batido as melhores expectativas nos feriados de abril.
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