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07.07.2017 às 13:20

Planeta terá nome de aluno de MS premiado em feira internacional

Midiamax
Luiz Fernando da Silva Borges de 19 anos ainda nem concluiu o ensino médio, mas já pode ser comparado Albert Einstein, Neil Armstrong, Sigmund Freud, Cleópatra, Friedrich Nietzsche, William Shakespeare, Vivaldi e os Beatles. O que eles têm em comum? Todos deram seus nomes para asteroides.

Segundo Diogo Milagres, um dos professores orientadores de Luiz Fernando no IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul), a honraria concedida pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) já estava sendo cogitada desde o ano passado, quando ele foi vencedor da Intel ISEF (International Science and Engineering Fair). O projeto foi o melhor entre os alunos do ensino médio do hemisfério sul, não só do ano, mas de toda a história da feira, que está em sua 68ª edição.

“Já tinha sido cogitado desde 2016, mas é um prêmio que passa por uma banca com muitos cientistas e finalmente saiu a resposta. Foi um grande feito. Foi o melhor projeto da história da feira”, diz o professor. E agora, em algum lugar do universo, orbita um mini-planeta chamado de “33505 Dasilvaborges”.

Ele criou uma prótese mecânica controlada pela mente que pretende devolver às pessoas que sofreram a perda de algum membro do corpo a capacidade de movimento e as sensações táteis ligadas a ele.

Na edição da Intel ISEF deste ano, Luiz Fernando obteve duas segundas colocações na categoria Engenharia Biomédica, com o projeto “Hermes Braindeck: uma interface cérebro-computador para comunicação com pacientes inicialmente classificados como comatosos ou vegetativos”.

Ele também participou da feira em 2015 com o projeto termociclador, um amplificador de DNA, que é um aparelho que pode reduzir custos e ampliar o acesso a exames clínicos associados ao DNA para fins policiais.Para Diego, Luiz Fernando é uma prova de que os métodos tradicionais de ensino não são suficientes para desenvolver os potenciais dos alunos. “Precisamos entender que é possível estimular alunos a ter resultados próximos ao do Luiz Fernando com um ensino que promova a autoria do aluno, a pedagogia tradicional não consegue isso”, explica.

Ao portal Brasil Escola, Luiz Fernando definiu: “Meus pêsames por ter você ter nascido em um sistema de ensino falho como o nosso. Notas em provas sem sentido não te definem, nunca vão te definir”.

Uma prova disso é que, segundo o professor, nas disciplinas Luiz Fernando era uma aluno médio. “Ele mostrou que a produção de conhecimento não depende das notas. Mostrou que conhece muito mais que muitas pessoas no mundo. O conhecimento científico dele é incrível”, elogia.

Luiz Fernando já terminou todas as disciplinas do ensino médio e agora está cumprindo com o estágio, então tecnicamente ainda não está formado. No momento ele está em Tel Aviv, em Israel a convite de uma escola para conhecer a tecnologia de ponta de lá e trocar experiências.

Diego, que trabalhou como co-orientador nos três projetos de Luiz Fernando, conta que ele pretende se aplicar em universidades americanas para cursar engenharia biomédica.

Trajetória

Luiz Fernando foi um dos selecionados a palestrar sobre sua trajetória como pesquisador na Campus Party deste ano, que aconteceu em São Paulo. Ele desenvolve pesquisas pelo IFMS desde aos 15 anos. Com 18 anos, acumula mais de 40 prêmios nacionais e internacionais. Com o projeto “Hermes Braindeck” ele também foi premiado pela Associação para o Avanço da Inteligência Artificial, nos Estados Unidos.
 

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