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06.01.2017 às 12:39

Opinião: Atitudes que transformam

Colunista Mais Notícias MS
Mais um ano começa e para não perder o costume várias promessas são feitas, novos projetos são criados e outros antigos, que por algum motivo não realizei ainda, são retomados.

Entre tantas coisas que desejo para esse ano que se inicia acredito que uma das principais seja de me tornar uma pessoa melhor, para que assim possa fazer realmente a diferença na vida de meus familiares, em minha comunidade e porque não no mundo! Será que isso é pensar grande demais?

Acho que não, pois posso e devo pensar grande, como Jorge Paulo Lemann diz “Sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno”, e por isso sonho grande!

O que eu posso fazer então para deixar um mundo melhor para meus filhos? A resposta é simples: deixando filhos melhores para o mundo. O grande problema talvez seja como fazer isto?

O que pode me ajudar muito nessa caminhada é assumir a educação dos meus filhos em vez de querer terceirizá-la, não estou falando da educação formal e sim princípios e valores, não posso querer cobrar da escola esses ensinamentos, estes são de minha responsabilidade enquanto pai. E não é suficiente só falar o que é certo ou errado, tenho que dar o exemplo.

De nada adianta eu falar uma coisa e praticar outra, na maioria das vezes quero dar um “jeitinho brasileiro”, vou até a escola do meu filho, invento que ele estava doente só pra justificar o fato de não ter feito um trabalho escolar, quando vou busca-lo e paro em fila dupla atrapalhando o trânsito me achando no direito de ficar bravo quando alguém buzina atrás de mim, passo o sinal vermelho e na hora pagar a conta do restaurante falo que ele tem oito anos, mesmo  tendo dez, só para não pagar sua refeição ou pagar apenas meia.

Como posso reclamar da corrupção do governo se não faço a minha parte. Sei que não sou perfeito e que devo cometer vários erros nessa caminhada, no entanto o que é mais importante nesse momento é justamente reconhecer meus erros e fazer diferente, assim como diz o filósofo Mario Sérgio Cortella, sobre os princípios da ética, têm coisas que eu QUERO, mas não DEVO, outras que eu DEVO, mas não POSSO e ainda têm aquelas que eu POSSO, mas não QUERO!

Não é fácil, é preciso humildade para reconhecer os erros e admitir: ERREI! Talvez sempre faça o que é certo quando os outros estão me observando, e o que faço quando ninguém está vendo será que não conta?

“Não há nada mais trágico neste mundo do que saber o que é certo e não fazê-lo. Que tal mudarmos o mundo começando por nós mesmos?” (Martin Luther King).

Vinicius Córdova
 

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