01.02.2018 às 13:20
Mato Grosso do Sul tem caso suspeito de febre amarela
A Secretaria não revelou detalhes sobre o paciente ou seu estado de saúde
Caso suspeito de febre amarela está sob investigação em Deodápolis - distante 260 quilômetros de Campo Grande. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).
De acordo com a assessoria de imprensa da pasta, este é o único caso em apuração. A SES não revelou detalhes sobre o paciente ou seu estado de saúde.
Divulgada na terça-feira (30), a última atualização do Ministério da Saúde, que reúne informações repassadas pelas secretarias estaduais, apontou para dois casos sob investigação em Mato Grosso do Sul. Outros três foram descartados.
A SES, por sua vez, explica que uma das notificações suspeitas foi rejeitada após confirmação de exames. O caso teria ocorrido em Bonito - a 300 quilômetros de Campo Grande - e terminou com a morte de uma indígena, proveniente de área rural da cidade.
Ainda conforme a secretaria, o município teria demorado a comunicar o resultado negativo para febre amarela. Assim, os dados enviados ao Ministério da Saúde pelo Estado estariam desatualizados.
BRASIL
O Brasil registrou 213 casos de febre amarela, com 81 mortes entre os dias 1º de julho de 2017 e 30 de janeiro deste ano. Ao todo, foram notificados 1.080 casos suspeitos, mas 432 foram descartados e 435 permanecem em investigação, neste período. No mesmo período do ano passado, foram confirmados 468 casos e 147 óbitos.
A febre amarela é transmitida por meio de vetor (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ambiente silvestre). O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942 e todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.
Vacina em Chapadão do Sul
A Secretária de Saúde de Chapadão do Sul divulgou que a vacina contra a Febre Amarela está disponível em todas as unidades de Estratégia de Saúde da Família, ESF, do município, sendo necessária apenas uma ÚNICA dose da vacina para que se esteja protegido contra a doença por toda a vida.
Devem procurar as unidades de saúde para se vacinar:
Pessoas de nove meses a 59 anos que não tem nenhuma dose da vacina;
Gestantes não vacinadas se forem se deslocar para áreas de transmissão da doença;
Mulheres não vacinadas que estão amamentando crianças com menos de 6 meses se forem se deslocar para área de transmissão ativa da doença, sendo necessário suspender a amamentação por 10 dias;
Idosos a partir de 60 anos não vacinados, somente se forem se deslocar para área de transmissão da doença, sendo necessário avaliação médica para a indicação da vacina;
Indivíduos que forem realizar viagens internacionais e que não estejam vacinados.
Além da vacinação, vale lembrar que para evitar a propagação da doença é necessário eliminar os criadouros de mosquitos transmissores, eliminando focos de mosquitos em casa.
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