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10.10.2017 às 06:55

Desinformação dificulta doação de órgãos no Brasil

Transplantes aumentaram 11,8% no último semestre, mas 40% das famílias ainda impedem doações

A doação de órgãos e tecidos no Brasil vem crescendo a cada ano. No entanto, 40% das famílias ainda negam a doação de órgãos de seus parentes falecidos por morte encefálica, o que acaba impedindo que muitas vidas sejam salvas, visto que um doador é capaz de doar para cerca de oito pessoas.

No mês em que se comemora o Setembro Verde – criado para incentivar a doação de órgãos -,  a hepatologista Débora Terrabuio, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, nos falou sobre os desafios para aumentar ainda mais as doações de órgãos e tecidos no Brasil.

Doação de órgão

É um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão (coração, pulmão, rim, pâncreas, fígado) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas, etc.) de uma pessoa doente (receptor) por outro órgão ou tecido normal de um doador, vivo ou morto. O transplante é um tratamento que pode salvar e/ou melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas.

A doação pressupõe critérios mínimos de seleção. Idade, o diagnóstico que levou à morte clínica e o tipo sanguíneo são itens estudados do provável doador para saber se há receptor compatível. Não existe restrição absoluta à doação de órgãos a não ser para aidéticos e pessoas com doenças infecciosas ativas. Em geral, fumantes não são doadores de pulmão.

Testes laboratoriais confirmam a compatibilidade entre doador e receptores. Após os exames, a triagem é feita com base em critérios como tempo de espera e urgência do procedimento.

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