12.05.2017 às 08:44
André Puccinelli é suspeito de até 7 crimes
André Puccinelli, até então o mais expressivo peemedebista de Mato Grosso do Sul, médico, ex-deputado estadual, federal, prefeito de Campo Grande por duas vezes (1997-2004), também governador por dois mandatos (2006-2014), ex-secretário estadual de Saúde, foi apontado como envolvido, no âmbito da Máquinas de Lama, operação da Polícia Federal, em sete crimes previstos no Código Penal brasileiro.
E, se condenado pela Justiça Federal ele pode pegar, no mínimo, 14 anos de prisão e, no máximo, 63 anos de encarceramento. A PF diz que no segundo mandato de Puccinelli (2011-2014) havia na gestão dele uma trama que arrecadava dinheiro por meio de cobrança de propina e fraudes em licitações. A PF pediu, mas a Justiça não concordou com a prisão dele.
Contudo, mandou por tornozeleira em Puccinelli por tempo indeterminado e ainda fixou uma fiança de R$ 1 milhão contra ele.
Milhões
O dinheiro juntado com a trama, em torno de R$ 150 milhões, ia para o bolso dos acusados – além do ex-governador outras 12 pessoas, entre os quais nomes de ex-secretários, empresários, servidores e até um dos filhos de Puccinelli aparecem no inquérito policial.
Organização criminosa, peculato, corrupção ativa, passiva, estelionato, lavagem de dinheiro, e crime financeiro, são os delitos supostamente praticado por Puccinelli, durante sua gestão de governador, no período de 2011 a 2014, informou Cleo Mazzotti, o chefe da delegacia da PF que combate o crime organizado.
Mazzotti disse na manhã desta quinta-feira (11), que Puccinelli “sabia” e era favorecido com os esquemas fraudulentos praticados em seu governo.
A PF informou que o ex-secretário-adjunto de Fazenda, André Cance, que foi preso durante a operação, seria o mediador do esquema.
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