03.02.2019 às 05:35
Alzheimer acomete 11,5% da população idosa do País
Lavrador em uma chácara no interior de Felixlândia (MG), Geraldo Antônio Valadares, 61 anos, esqueceu como regar o jardim do local. Há um ano, o comportamento chamou a atenção da família, que decidiu levá-lo ao geriatra. Após uma série de exames e avaliações, veio o diagnóstico: Geraldo fora acometido pelo mal de Alzheimer.
Ao lado da mulher, Marina Valadares, com quem está casado há mais de 30 anos, o lavrador cuidava da plantação. Hoje, a situação é diferente. "Não sabe mais tomar banho sozinho e muitas outras coisas da rotina diária ele esqueceu", disse a esposa Marina.
Uma das variações da demência, a doença é comum em pacientes nessa faixa etária. Segundo o Ministério da Saúde, a prevalência com pessoas com 65 anos ou mais é de 11,5%. A Associação Brasileira de Alzheimer aponta que 1,2 milhão de brasileiros convivem com esse tipo de demência.
Atendimento
Ao procurar o Sistema Único de Saúde (SUS), os familiares e pacientes têm acesso ao tratamento integral e gratuito, o que inclui diagnóstico, medicações e monitoramento da doença. Para tanto, são realizados exames de imagem do cérebro, como tomografias e ressonâncias, mas a avaliação clínica é ainda mais preponderante na definição do quadro.
Apesar de não ter cura, existe tratamento para aliviar os sintomas do Alzheimer. Os medicamentos e os serviços multidisciplinares para melhorar a qualidade de vida dos pacientes estão disponíveis na rede pública de saúde do Brasil.
Essa iniciativa inclui fonoaudiólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e suporte psicológico e familiar. Hoje, 139 Centros Especializados em Reabilitação pelo País fornecem esse atendimento global aos pacientes. Além disso, o SUS também distribui a Memantina, usado no tratamento de pessoas com Alzheimer.
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