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03.05.2017 às 06:32

Afinal, os insetos são nossos amigos ou inimigos?

USP
Entre os animais, eles não estão entre as espécies preferidas da maioria das pessoas. Alguns provocam medo, outros, nojo. Mas, afinal, os insetos são nossos amigos ou inimigos?

É com essa pergunta que grupos de visitantes são recebidos no Departamento de Entomologia e Acarologia (LEA) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP em Piracicaba.

Desde 2014, o grupo de Entomologia como Ferramenta de Integração Universidade-Sociedade, coordenado pelo professor Alberto Soares Corrêa, utiliza a infraestrutura do departamento para apresentar as curiosidades do mundo dos insetos à população de Piracicaba e região, principalmente estudantes. Além disso, ele destaca a importância da interação homem/ambiente/inseto para a vida do planeta como conhecemos hoje.

“Cerca de 50% de tudo que é vivo e já foi descrito na literatura científica são insetos. Eles vão interagir com os seres humanos em todos os ambientes do planeta Terra. Por isso, é importante catalogar novas espécies e conhecer aspectos biológicos, ecológicos e comportamentais dos insetos”, conta Corrêa.

Sobre a questão se eles são amigos ou inimigos, o professor responde que depende do contexto. “Por exemplo, eles são nossos amigos quando suprimem pragas em áreas agrícolas e urbanas, na polinização de plantas e até mesmo na alimentação de animais e humana (entomofagia), mas podem ser inimigos ao transmitirem doenças. ”

Corrêa destaca ainda que a ideia de criar o grupo de Entomologia foi demonstrar uma visão mais ampla do estudo dos insetos e a participação da Universidade na formação de profissionais, realização de pesquisas e transferência de tecnologia.

“A Esalq é uma escola pública a serviço da sociedade. Falar dos insetos é uma forma de apresentar a Universidade ao público. Apesar de atendermos qualquer público solicitante, nós priorizamos os estudantes de ensino médio, pois podemos apresentar informações gerais sobre alguns cursos da Esalq, formas de ingresso e programas de assistência estudantil”, ressalta o professor.

Entre os animais, eles não estão entre as espécies preferidas da maioria das pessoas. Alguns provocam medo, outros, nojo. Mas, afinal, os insetos são nossos amigos ou inimigos? É com essa pergunta que grupos de visitantes são recebidos no Departamento de Entomologia e Acarologia (LEA) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP em Piracicaba.

Desde 2014, o grupo de Entomologia como Ferramenta de Integração Universidade-Sociedade, coordenado pelo professor Alberto Soares Corrêa, utiliza a infraestrutura do departamento para apresentar as curiosidades do mundo dos insetos à população de Piracicaba e região, principalmente estudantes. Além disso, ele destaca a importância da interação homem/ambiente/inseto para a vida do planeta como conhecemos hoje.

“Cerca de 50% de tudo que é vivo e já foi descrito na literatura científica são insetos. Eles vão interagir com os seres humanos em todos os ambientes do planeta Terra. Por isso, é importante catalogar novas espécies e conhecer aspectos biológicos, ecológicos e comportamentais dos insetos”, conta Corrêa.

Sobre a questão se eles são amigos ou inimigos, o professor responde que depende do contexto. “Por exemplo, eles são nossos amigos quando suprimem pragas em áreas agrícolas e urbanas, na polinização de plantas e até mesmo na alimentação de animais e humana (entomofagia), mas podem ser inimigos ao transmitirem doenças. ”

Corrêa destaca ainda que a ideia de criar o grupo de Entomologia foi demonstrar uma visão mais ampla do estudo dos insetos e a participação da Universidade na formação de profissionais, realização de pesquisas e transferência de tecnologia.

“A Esalq é uma escola pública a serviço da sociedade. Falar dos insetos é uma forma de apresentar a Universidade ao público. Apesar de atendermos qualquer público solicitante, nós priorizamos os estudantes de ensino médio, pois podemos apresentar informações gerais sobre alguns cursos da Esalq, formas de ingresso e programas de assistência estudantil”, ressalta o professor.

O mundo dos insetos

Entre as atrações da Esalq estão o meliponário, um local de criação de abelhas nativas sem ferrão, o borboletário e o formigueiro-modelo de saúvas, com número superior a um milhão de animais. Nesses espaços, o público aprende as diferentes fases de vida dos insetos, os hábitos comportamentais de alimentação, organização social e a importância dos insetos no ambiente.

Há ainda o laboratório prático de entomologia, onde é possível manusear alguns exemplares de insetos e conhecer sua diversidade por meio das coleções entomológicas.As visitas são guiadas por estudantes de graduação e pós-graduação que estudam e pesquisam os insetos no departamento. Bruna de Almeida, aluna de Ciências Biológicas da Esalq, é bolsista do grupo de Entomologia e uma das monitoras das visitas.

“Esse contato com os visitantes é muito positivo e uma oportunidade de levantarmos discussões como medo de alguns insetos, como abelhas, e os problemas ocasionados pelo Aedes aegypti na transmissão da dengue”, conta a aluna.

Ela desenvolve uma pesquisa de iniciação científica sobre a relação das mudanças climáticas e o desenvolvimento das joaninhas, que são usadas como controle biológico natural de algumas pragas, e aproveita para falar de seu estudo durante as visitas. “Esse contato nos estimula a nos comunicar melhor sobre nossa área de pesquisa porque precisamos manter o interesse e a atenção do público sobre o assunto. ”

As visitas podem ser agendadas pelo e-mail [email protected] ou por telefone (19) 3429-4199, ramal 235.

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