02.07.2017 às 12:10
Ácido graxo existente no azeite pode melhorar regeneração muscular
Experimentos em animais analisaram efeitos da suplementação com ácidos linoleico (presente no óleo de girassol) e oleico (presente no azeite de oliva) no processo de regeneração muscular. Suplementação com ácido oleico apresentou bons resultados.
No Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, pesquisa investiga estratégicas terapêuticas para melhorar a capacidade de recuperação do tecido muscular esquelético após lesão. O trabalho do pesquisador Phablo Abreu verificou o efeito da suplementação com ácidos oleico (existente no azeite de oliva) e linoleico (existente no óleo de girassol) no processo de regeneração do músculo gastrocnêmio, a “batata da perna”, em ratos. O estudo mostra que o ácido oleico otimizou a capacidade regenerativa e a função contrátil (contração que gera movimento) do músculo lesionado. O estudo foi orientado pelo professor Rui Curi, do ICB, e co-orientado por Sandro Hirabara.
O tecido muscular esquelético é constituído por células alongadas altamente organizadas, responsáveis pela contração muscular, que permite, por exemplo a locomoção, além de apresentar a capacidade plástica de adaptar-se a condições internas e ambientais. “Uma importante característica deste tecido é a capacidade de se reparar após lesão”, afirma Abreu. “Quando não regeneradas, as lesões podem levar à perda de massa muscular e à formação de tecido cicatricial (fibroso), resultando em reparo incompleto.”
O ácido oleico é um ácido graxo monoinsaturado da família ômega 9, enquanto que o ácido linoleico é um ácido graxo polinsaturado ômega 6. Ambos são abundantes na dieta ocidental. “A dieta dos povos do Mediterrâneo é rica em óleo de oliva, que contém muito ácido oleico, e está associada à redução no risco de doenças cardiovasculares e diabete”, lembra o pesquisador. “O ácido linoleico, abundante no óleo de girassol, por sua vez, é essencial para o desenvolvimento saudável dos seres humanos”, aponta.
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